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Florbela, à Margem de um Poema

23 de junho de 2026

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Organizado por CIA. NARRATIVAS DA CENA - PESQUISA e CRIAÇÃO

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Atualizado em 09/06/2026

Sobre o evento

O feminino em crise representado na mulher do início do século XX: quem foi Florbela Espanca?

A partir do encontro com os textos escritos durante a breve vida da poeta, uma ATRIZ se depara com a pergunta que permeia toda a peça: quem foi Florbela Espanca? A personagem FLORBELA, com suas crises, seus poemas e suas cartas, auxilia a montar o quebra-cabeça emocional da sua existência. Permeado a isso, discute-se a opressão feminina e a própria existência.

A poeta foi considerada insólita e indecente para alguns, despudorada para outros. Viveu nos anos 1920, um tempo de prazeres, tempo de conflitos e tempo de mudanças, com uma vida de frustrações numa época cruel para toda e qualquer mulher que almejasse olhar para si mesma e gritar por liberdade. Ao longo da peça, artista e público desvendam quem foi Florbela Espanca, e por que a escritora, falecida em 1930, se mantém relevante até os dias atuais.

Florbela Espanca nasceu em Portugal em 8 de dezembro de 1894. Foi poeta, transgressora, exploradora do feminino, da dor e do desejo. Com a força de seus poemas, ousou colocar na boca das mulheres de seu tempo, opressivamente recatadas pelos códigos morais da época, sonetos de extrema intensidade. O espetáculo estreou no ano de 2024, em que se comemoraram os 130 anos de nascimento da poeta portuguesa Florbela Espanca (1894-1930), com homenagens no Brasil, em Portugal e em diversas partes do mundo e conta com a construção de uma dramaturgia original a partir de poesias, contos, cartas e textos do diário da escritora, entre eles: Livro de Mágoas, Livro de Soror Saudade, Charneca em Flor, Trocando Olhares, O Livro D`Ele e Reliquiae. “Florbela, à Margem de um Poema” recebeu 7 indicações ao Prêmio Açorianos de Teatro: Melhor Espetáculo 2024, Melhor Direção e Melhor Atriz (Luciana Éboli), Melhor Iluminação (Bathista Freire), Melhor Trilha Sonora (JJ Eboli), Melhor Figurino (Daniel Lion) e Melhor Dramaturgia (Giuliano Zanchi e Luciana Éboli).

A montagem, por sua vez, propõe uma linguagem dinâmica que transite entre a época da poeta e a contemporaneidade. O objetivo maior, dar conhecer a obra da poeta e sua vida, tece um discurso extremamente atual, no qual os papeis da mulher são problematizados e discutidos independente dos marcos temporais e locais. A acepção do feminino, as escolhas da mulher em todas as suas dimensões de vida e gênero, perpassam o sofrimento da poeta, que arcou com a inadequação de seus anseios à sua época.

Ficha Técnica:
Direção e atuação: LUCIANA ÉBOLI
Cenografia: LIANA TIMM
Figurinos: DANIEL LION
Trilha sonora original: JJ EBOLI
Orientação de atuação: CRISTIANE WERLANG;
Provocações coreográficas: CARLOTA ALBUQUERQUE
Dramaturgia: GIULIANO ZANCHI e LUCIANA ÉBOLI, a partir de poemas, contos, cartas e do diário de FLORBELA ESPANCA
Criação e operação de luz: BATHISTA FREIRE
Assistente e operação de luz KIM PEREIRA
Operação de som e projeções: VIVIAN AZEVEDO
Assessoria de imprensa: BEBÊ BAUMGARTEN
Fotografias: MATEUS EBOLI
Administração de produção: LUCAS EBOLI
Mídias sociais: EDUARDA VELEDA
Realização: CIA. NARRATIVAS DA CENA – PESQUISA e CRIAÇÃO
Duração: 50 minutos

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