Muito antes de ocuparem telas, gravuras ou museus, as figuras das bruxas expressaram aquilo que a sociedade não sabia nomear: o medo, o fascínio e a desordem. Entre a Antiguidade e a modernidade, essas mulheres — ora curandeiras, ora sedutoras, ora ameaças — traduziram tensões profundas em torno do corpo e dos saberes femininos. Ao longo de três encontros, veremos como a cultura visual ocidental inventou, consolidou e reinventou a figura da mulher ligada à magia, desde a feiticeira da Antiguidade – Circe, Medeia e o universo ambíguo do remédio/veneno, do desejo e da metamorfose, até a bruxa tardo-medieval e moderna, moldada pela teologia, pelo direito e pela demonologia (pacto, sabá, inversão ritual). Cruzando gravuras e cultura impressa, pintura barroca e romântica (onde o sabá vira espetáculo e a bruxa vira fascínio estético), até chegarmos nas reproduções modernas e contemporâneas, veremos como, ao longo dos séculos, a erotização, o grotesco e o controle do corpo feminino apareceram — e se transformaram — em símbolos, gestos e narrativas visuais que explicam, em larga medida, por que essas figuras foram tão temidas, tão desejadas e ainda hoje continuam a nos assombrar e seduzir.
Datas: 16, 23 e 30 de abril – quintas-feiras
Horário de início: 19h
Horário de término: 21h
Atividade aberta ao público em geral, com vagas limitadas.
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Ministrante
Odir Fontoura é historiador formado pela PUCRS, mestre e doutor em História pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Durante seu doutorado em História da Idade Média, realizou pesquisas na Biblioteca Nacional da França e nos Arquivos Apostólicos do Vaticano. Com mais de uma década de experiência como professor e palestrante, é também criador de conteúdo dedicado à divulgação científica nas redes sociais, onde reúne uma comunidade de seguidores interessados em história, arte, cultura e religião
