TEATRO FIERGS
DIAS 25 E 26 DE JULHO
Sábado, 20h
Domingo, 18h
Livremente inspirado na premiada música de Gilberto Gil, musical negro Domingo no Parque já tem venda online de ingressos aberta
Com direção e texto de Alexandre Reinecke e direção musical de Bem Gil, espetáculo transforma em cena esse clássico com canções do próprio Gil, Carlos Lyra, Dominguinhos e Anastácia, Dorival Caymmi, Jorge Ben Jor, Chico Buarque, Tom Jobim e Jackson do Pandeiro e outras inéditas compostas pelos diretores da peça
Clássico do Tropicalismo e uma das composições mais significativas na carreira de Gilberto Gil, a canção premiada Domingo no Parque vira musical negro, sob a direção de Alexandre Reinecke, um dos diretores mais atuantes do país, e direção musical de Bem Gil. O espetáculo, que foi selecionado no edital Petrobras Cultural, com patrocínio da Petrobras através da Lei Federal de Incentivo à Cultura . A venda online antecipada já está aberta.
Apresentada pela primeira vez no 3º Festival da Música Popular da TV Record, em 1967, Domingo no Parque é considerada um dos marcos da Tropicália ao misturar elementos brasileiros – como o violão e o berimbau – com a guitarra elétrica e levou o segundo lugar no prêmio. A canção tinha arranjo de Rogério Duprat e participação da banda Os Mutantes.
O musical teve aprovação do próprio Gil, e destaca importantes influências negras na cultura e sociedade, em elementos como os costumes, danças, a religiosidade, os arranjos musicais, as vestimentas, a alimentação e a capoeira.
O projeto é um sonho antigo de Alexandre Reinecke, que há 30 anos tenta montar o espetáculo. “Sempre fui um apaixonado pela capoeira. Comecei a praticar com 14 anos. Pouco tempo depois comecei a fazer teatro e, assim que ouvi a música, pensei em um musical de capoeira. Em 1995 escrevi o primeiro esboço, mas tinha que ter o aval de Gil. O irmão de um amigo, Rodolpho Stroeter, estava produzindo um disco dele e fez a ponte. Em um belo dia, Gil me ligou e disse que havia gostado muito da história e que eu poderia seguir. Foi o que fiz. No começo eu mesmo queria fazer o João, nem era diretor nessa época. Desde então venho batalhando para produzir. Tanta coisa mudou. Virei diretor e encenei 59 peças – esta é a 60ª. O país mudou e este é o momento”.
A trama se passa em Salvador, no início da década de 1970 e tem como pano de fundo toda a situação sociopolítica do Brasil, que atravessava a violenta opressão da Ditadura Civil-Militar. No bairro da Ribeira, toda tarde João, José e um grupo de amigos se reúnem para jogar capoeira, em um momento de descontração e divertimento
Quando José leva seu amigo João para assistir a um show de sua amada Juliana, a relação entre os dois fica abalada. Juliana, que agora passa a frequentar a roda de capoeira, teve no passado um romance avassalador com João, que terminou quando ele engravidou a jovem Juci. Enquanto eles estavam afastados, Juliana seguiu seu sonho de ser cantora e passou a cantar nos bares da cidade. Ela também tornou-se atuante nos movimentos contra a ditadura e passou a ser vigiada pelos militares.
Como não poderia ser diferente, essa icônica tragédia urbana chega ao fim com uma grande roda de capoeira ao som do clássico de Gil, elevando o clima do espetáculo, que promete ainda momentos de drama, humor, romance e suspense.
A trilha sonora conta com 20 músicas que atuam como fio condutor da história, sendo três delas compostas exclusivamente para o espetáculo (com letras de Alexandre Reinecke e melodia de Bem Gil), 10 de Gilberto Gil e as demais amplamente conhecidas pelo público, incluindo composições de Carlos Lyra, Dominguinhos e Anastácia, Dorival Caymmi, Jorge Ben Jor, Chico Buarque, Tom Jobim e Jackson do Pandeiro.
Ficha Técnica
Texto e direção: Alexandre Reinecke
Direção musical: Bem Gil
Elenco: Ananza Macedo (Mãe Preta)
Badu Morais (Juci)
Rebeca Jamir (Juliana)
Jean Amorim (João)
Wesley Guimarães (Jozé)
Anastácia Lia (coro)
Denise Fersan (coro)
Fernando Rubro (coro)
Jack Mandinga (coro)
Mestre Tyson (coro)
Renée Natan (coro)
Sangela Nunes (coro)
Will Anderson (coro)
Direção de arte e figurinos: Billy Castilho
Cenografia: Marco Lima
Iluminação: Cesar Pivetti
Diretora de produção: Morena Carvalho
Coordenação de Produção: Edinho Rodrigues
Realização: Reinecke Produções e Brancalyone Produções
Sinopse
Toda tarde, João, José e um grupo de amigos se reúne para jogar capoeira, no bairro da Ribeira. É um momento de descontração e divertimento entre os amigos. A forte amizade entre João e José fica abalada quando José leva João para ver um show de sua “amada” Juliana e ela passa a frequentar a roda de capoeira da Ribeira. Juliana teve um forte romance com João no passado que terminou quando ele engravidou a jovem Juci. Juliana seguiu seu sonho de ser cantora e passou a cantar nos bares da cidade; nesse tempo também se tornou atuante nos movimentos contra a ditadura e passou a ser vigiada pelos militares.
Serviço
Domingo no Parque, com texto e direção de Alexandre Reinecke
Dias: 25 (sábado, 20h) e 26 (domingo, 18h) de julho
Teatro FIERGS – Av. Assis Brasil, 8787
Ingressos/Vendas: Diskingressos
Classificação: 12 anos
Duração: 120 minutos