O Mistério da Menor Ilha do Mundo transforma natureza e imaginação em aventura no teatro para crianças e adultos na Sala Álvaro Moreyra
Após sucesso de A Mulher Que Virou Bode, Rakurs Teatro promove temporada de espetáculo inédito de 7 a 22 de novembro, aos sábados e domingos.
O espetáculo O Mistério da Menor Ilha do Mundo estreia em Porto Alegre no dia 7 de novembro (sábado), às 16h, na Sala Alvaro Moreyra, no Centro Municipal de Cultura (Erico Verissimo, 307), em Porto Alegre. As sessões serão realizadas aos sábados e domingos, até o dia 22 de novembro. Os ingressos estão disponíveis na plataforma Sympla, com valores entre 50 e 25 reais. A história é de uma menina que cresce e começa uma jornada em busca daquela que um dia foi sua melhor amiga: uma ilha tão pequena que cabia dentro de uma caixa. Destinada inicialmente ao público infantojuvenil, a proposta deve agradar a espectadores de todas as idades ao aproximar mudanças climáticas, memória, imaginação e pertencimento por meio de uma experiência poética e sensorial. Esta é a primeira incursão para crianças do Rakurs Teatro, após o grande sucesso de público e crítica de A Mulher Que Virou Bode. A montagem, realizada em parceria com a Morabeza Cultural, tem concepção e direção de Marcelo Bulgarelli, dramaturgia original de Luiza Waichel, trilha sonora original de Kelvin Machado e atuação de Anildo Böes, Luiza Waichel e Maura Souza.
A produção é resultado do projeto UNI-VERSO Divergente: Resgate e Reconstrução pela Palavra, aprovado no Edital PNAB RS Artes Cênicas. O projeto conta com financiamento do Pró-Cultura RS, SEDAC – Secretaria de Estado da Cultura do Rio Grande do Sul e Governo do Estado do Rio Grande do Sul, com realização da Morabeza Cultural e Rakurs Teatro, em parceria com SNC, PNAB, Ministério da Cultura e Governo Federal.
Processo de criação
O espetáculo surgiu a partir de uma imersão artística realizada na Ilha da Pintada, em Porto Alegre. A criação foi realizada a partir de diversos encontros com moradores, observação das paisagens, dos modos de vida e do imaginário popular, além das marcas deixadas pelas enchentes recentes. As questões ambientais presentes na obra contaram com a assessoria da oceanógrafa Raquel Silva. O resultado desta pesquisa é a construção de um universo em permanente transformação, no qual teatro, música, movimento, máscaras, objetos e projeções se encontram.
Ao ser convidado para dirigir esta montagem, o diretor Marcelo Bulgarelli já partiu do conceito de que fazer teatro para crianças ou para adultos não é algo tão diferente. “Quando a Maura Rodrigues chegou com a proposta de montarmos esse espetáculo no Rakurs Teatro, uma das primeiras coisas que pensei foi que, para mim, nunca existiu esta separação.” Ele classifica como “um presente” o processo de criação de O Mistério da Menor Ilha do Mundo. “O espetáculo me permite aproximar essa relação com a imaginação e com a brincadeira de questões que estão profundamente presentes na nossa vida hoje”, pondera.
Elenco adulto conectado ao universo infantil
Bulgarelli avalia que o fazer teatral se aproxima das brincadeiras de quando somos crianças, especialmente pela dimensão do jogo, da imaginação, da presença e das relações que estabelecemos com os outros e com o mundo. “É criar mundos, imaginar outras formas de existir, de viver e de se relacionar com as pessoas e com aquilo que está ao nosso redor”, reflete. Para contar a história do espetáculo, o enredo traz à cena personagens adultos.
A protagonista é uma mulher (Luiza Waichel) que perdeu a ilha que guardava desde a infância e atravessa o espetáculo em busca dela. O ator Anildo Böes e a atriz Maura Rodrigues revezam-se nas diferentes figuras encontradas ao longo dessa jornada, assumindo seres, personagens e presenças que habitam um universo entre a água e o chão. A chuva assume a função de antagonista da narrativa, remetendo às enchentes e às transformações ambientais. A água, porém, não é apenas ameaça: é também origem da vida, caminho, transformação e conexão.
A encenação desenvolve uma linguagem narrativa, visual e sensorial, na qual o universo da infância é convocado pela imaginação compartilhada com o público, ainda que os personagens sejam adultos. A assessoria coreográfica de Carlota Albuquerque participa, junto com a direção de Marcelo Bulgarelli, da elaboração de uma linguagem física dos atores, baseada nas relações entre corpo, ação, ritmo e composição.
Cenografia, projeções e dramaturgia visual
O cenário, concebido por Marcelo Bulgarelli, tem como principal elemento uma grande estrutura circular que muda de cor o tempo todo. A parte principal é branca e serve de tela para projeções de vídeo; o lado marrom lembra a terra; e a parte de dentro é vermelha, representando o que está debaixo do chão, como lava vulcânica. A projeção mapeada, desenvolvida por Thaís Urquizar, integra-se ao cenário a e à ação do elenco por meio de ilustrações originais, animações e imagens.
As máscaras e os objetos, construídos por Paulo Fontes e Eduardo Custódio, integram a dramaturgia visual. Um exemplo são os adereços usados para os peixes, que trazem à cena o universo mágico e o imaginário da ilha, remetendo às comunidades que habitam as margens dos rios, à pesca e à relação cotidiana entre terra e água.
Os figurinos, concebidos por Renan Villas, estabelecem um contraponto com a geometria circular da cenografia. A personagem principal veste diferentes tonalidades de azul, reforçando a ideia de que também somos constituídos por água e pertencemos ao mesmo universo dos rios, mares, chuvas e ilhas. Os outros dois integrantes do elenco partem de uma base cinza, que se modifica de acordo com a incidência da luz e com as diferentes atmosferas da montagem.
Ficha Técnica
Direção e concepção: Marcelo Bulgarelli Atuação: Anildo Böes, Luiza Waichel e Maura Souza Dramaturgia: Luiza Waichel Poesia “Uma ilha acomoda muita gente”: Alexandre Brito
Orientação de manipulação para Teatro de Objetos e Adereços: Cia Gente Falante – Paulo Martins Fontes, Eduardo Custódio e Sandra Mattos
Trilha sonora Original, operação de som e vídeo: Kelvin Machado
Voz da canção “Acumulada por você”: Sofhia Lovison
Assessoria coreográfica: Carlota Albuquerque
Figurinos: Renan Vilas
Iluminação: Cássio Azeredo Operação de luz: Cássio Azeredo e Fabi Santos
Audiovisual: Tais Urquizar e Jess Carvalho
Cenografia: Marcelo Bulgarelli
Cenotécnico: Marcírio Lopes
Projeto 3D e bonecos: Miguel Sisto Jr. Assessoria técnica oceanografia: Raquel Silva Criação da Identidade Visual e gerenciamento das redes: Juliana Charnaud
Fotos: Gilberto Perin Teaser: E-Frame
Assessoria de imprensa: Flávia Cunha
Coordenação de Produção: Morabeza Cultural
Realização: Rakurs Teatro
Serviço:
Estreia do espetáculo O Mistério da Menor Ilha do Mundo
Dia 7/11, sábado, às 16h
Temporada até 22 de novembro, aos sábados e domingos
Local: Sala Álvaro Moreyra (Centro Municipal de Cultura – Erico Verissimo, 307), em Porto Alegre
Ingressos: Entre 50 e 25 reais.
Link sympla: https://www.sympla.com.br/evento/o-misterio-da-menor-ilha-do-mundo/3626108
Projeto do PNAB Artes Cênicas com financiamento do Pró-Cultura RS, SEDAC – Secretaria de Estado da Cultura do Rio Grande do Sul e Governo do Estado do Rio Grande do Sul, com realização da Morabeza Cultural e Rakurs Teatro, em parceria com SNC, PNAB, Ministério da Cultura e Governo Federal.
Foto: Gilberto Perin