Peixes evoca a força coletiva de um cardume que dança sua rotina em composições coreográficas inspiradas na diversidade e nos mistérios do mar. Uma metáfora para refletir sobre os modos de viver e o amanhã que estamos produzindo. Não só para a nossa espécie, mas para todas. Os peixes operam como uma analogia da sociedade contemporânea diante de uma atenção cada vez mais curta, pescada por diferentes estímulos. Em uma trama onírica, o cardume é levado pelo movimento das correntes marítimas. Enquanto mergulha rumo às águas abissais, figuras híbridas e mutantes coexistem em uma mitologia própria. Os corais perdem a cor e uma mancha de óleo disfarçada de tempestade coloca em risco a sobrevivência do cardume e seu ambiente. Quem diria que mergulhar tão fundo seria ir ao encontro do futuro? Os peixes que dançam nos recordam que os humanos e seus movimentos não são dissociados da natureza. No assoalho do mundo, estar em coletivo é um exercício de imaginação e sobrevivência.
- 14 de março às 20h00min
- Teatro Simões Lopes Neto
