AUDITÓRIO ARAÚJO VIANNA APRESENTA
ROBERT PLANT with SAVING GRACE and SUZI DIAN
O Auditório Araújo Vianna recebe, no dia 19 de maio, uma apresentação única de Robert Plant, cantor cuja carreira atravessa mais de cinco décadas e cuja voz permanece uma das mais reconhecíveis do século. O show integra a turnê mundial “Rugido de Outono”, concebida a partir do álbum “Saving Grace with Suzi Dian”, lançado em 2025. Além disso, o músico inglês se apresenta no Rio de Janeiro e no C6 Fest, em São Paulo.
O projeto “Saving Grace” nasceu de forma despretensiosa pouco antes da pandemia, quando Plant começou a explorar com mais liberdade um repertório íntimo e pouco conhecido, guiado por influências profundas do folk, blues, gospel e country norte-americanos. A partir dessa pesquisa, buscou um formato de show acústico e artesanal para ressignificar tanto canções próprias quanto composições de artistas que o marcaram ao longo da carreira. Foi nesse contexto que se uniu a Suzi Dian (vocais), Tony Kelsey (mandola, guitarra e banjo), Matt Worley (banjo e guitarra) e Oli Jefferson (percussão), construindo uma sonoridade íntima, crua e sem artifícios. Embora Plant seja de longe o nome mais conhecido do grupo, ele vê o projeto como uma empreitada coletiva.
“É um grupo impressionante. Não consigo expressar o quanto me sinto sortudo”, destacou Plant no release de divulgação da turnê.
A presença de Suzi Dian, em particular, molda o contorno expressivo do projeto. O cantor observou que buscava uma voz feminina capaz de pairar acima de seu registro, oferecendo um eixo melódico que intensificasse e suavizasse ao mesmo tempo.
“Eu sabia que precisava de outra voz em muitas dessas músicas. Onde estava a voz feminina? Onde estava a doçura acima do meu registro? Eu já conhecia a Suzi, ela tinha sua própria banda e é uma grande cantora”, recorda.
Os integrantes se uniram por um amor compartilhado pela música de raiz, tanto a tradicional quanto a contemporânea. Assim como Plant, eles têm interesse em explorar de onde essas tradições surgiram e como evoluíram, além de descobrir de que forma poderiam revitalizar a música que sempre amaram.
Essa sensibilidade se reflete no repertório, que inclui desde canções tradicionais, como “The Soul of a Man”, de Blind Willie Johnson, até pérolas menos óbvias, como a épica “Everybody’s Song”, da dupla cult Low, e a pastoral “It’s A Beautiful Day Today”, do Moby Grape. Músicas de Martha Scanlan, Sarah Siskind e Neil Young aparecem em leituras que preservam o espírito original, mas ganham outra dimensão na interpretação da banda. Em meio a esse roteiro, Plant revisita ainda clássicos do Led Zeppelin — “Four Sticks”, “Friends” e “The Rain Song” — não como exercícios de nostalgia, mas como oportunidades de examinar a arquitetura dessas composições à luz de outra estética. Ele próprio descreveu o projeto como “um cancioneiro de achados e perdidos”, um arquivo afetivo que reúne canções que o acompanharam por décadas, mas raramente foram apresentadas em público.
Quando: 19 de maio de 2026, terça-feira, às 21h
Abertura da casa: 19h30
Classificação: 16 anos. Menores de 16 anos acompanhados por responsável.
Crianças até 24 meses não pagam entrada e ficam no colo dos responsáveis durante a apresentação. A partir de 02 anos e 1 dia, a criança paga meia-entrada mediante apresentação da carteira de identidade ou certidão de nascimento.
