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fevereiro, 2024

Capincho: o sabor e as origens gaúchas no cardápio

Bar e restaurante têm drinks autorais cheios de personalidade e pratos gaúchos com toque contemporâneo.
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Atualizado em 04/03/2024
Foto: Divulgação / Capincho

Que a cultura do Rio Grande do Sul é rica e motivo de orgulho para nós, muita gente já sabe. E o Capincho é um dos lugares onde tu vai perceber que nossos sabores culinários e tradições vão muito além do churrasco e do chimarrão. Dividido entre um bar e um restaurante, o lugar é um tributo à gastronomia do Sul… das Américas. Além do estado gaúcho, os temperos e inspirações vêm, também, da Argentina e do Uruguai. Não por acaso. Os dois países têm fronteira com nosso território e importância singular no desenvolvimento da nossa identidade. O mate, o pampa, o cavalo e até a palavra “gaucho” nos conecta. O Capincho pega tudo que há em comum, reúne com sofisticação e contemporaneidade. Tanto o restaurante quanto o bar trazem uma interpretação da cultura e dos sabores sulistas, sem ser caricato. O resultado? Foi eleito o 7º melhor bar do Brasil pela Exame, além de ganhar destaque em podcast, colunas e portais de notícias nacionais. Bah! Esse é o tipo de lugar que alimenta ainda mais o nosso bairrismo! 

Inspiração sulista

Em um casarão dos anos 1930, em frente à charmosa Praça Maurício Cardoso, no coração do bairro Moinhos de Vento, fica um portal para cores, sabores, texturas e aromas bem típicos do Sul. É ali que três especialistas fizeram morada. O chef Marcelo Schambeck, que comanda a cozinha, Flavia Mu, que faz a curadoria da decoração, lidera a equipe do salão e também é a sommelier da casa, e o bartender Fred Muller, que assina as criações do bar. Subindo as escadas, logo após passar por uma placa com a imagem de um capincho (como são chamadas as simpáticas capivaras aqui no Rio Grande do Sul), o cliente pode escolher entre o restaurante e jardim, no primeiro andar, ou o bar, no segundo piso. 

O melhor bar da cidade

O ambiente do segundo andar foi todo criado para dar destaque ao balcão de bebidas, que se estende de lado a lado. Ali tu pode degustar um drink autoral ou clássico enquanto aprecia a equipe elaborando as bebidas. Há muitas referências a itens tipicamente gaúchos. Quem já conviveu algum tempo com um porto-alegrense, por exemplo, ouviu certamente a expressão “me caiu os butiá do bolso” que significa ser ou estar surpreso. Pois o Fred Muller colocou essa fruta azedinha, que vem da árvore símbolo do Rio Grande do Sul, em duas de suas criações. O Lo de Lori com Mezcal tem tequila, butiá, tomate, limão Tahiti e sal. O nome é uma homenagem à Lori, fornecedora de polpa de butiá, da cidade de Crissiumal. Voltando aos butiás, que aqui não caem do bolso e sim nos copos (risos), outro drink criado com a fruta é o Butiazinho que leva whisky, licor peachtree, butiá, xarope de maracujá e limão-siciliano. A bebida vem com um delicado (mini) maracujá do mato, fruta típica do Rio Grande do Sul e bem difícil de encontrar hoje em dia. E ainda encontramos outras muitas influências sulista nos coquetéis e na carta de vinhos com rótulos brasileiros, argentinos e uruguaios. Vale dar uma olhadinha na seleção de vinhos laranjas. 

Os sabores do sul revisitados

A culinária é outra estrela deste lugar cheio de encantos. O restaurante aceita reservas e tem um espaço mais amplo, embora com a mesma luz baixa e atmosfera acolhedora. A cozinha é vista por um enorme balcão, onde é possível acompanhar a preparação dos alimentos e perceber a dedicação colocada em cada prato. Em dias de tempo agradável, a dica é escolher uma das mesas do jardim. Já nas épocas mais frias, tu pode curtir o lugar bem aconchegado nos pelegos – tradicionais itens de montaria do gaúcho feito com couro de ovelha com sua lã natural – que são colocados sobre as cadeiras. Na formulação do cardápio, o chef Marcelo Schambeck oferece a reinterpretação contemporânea dos pratos gaúchos e a valorização de produtores locais. É um trabalho de formiguinha, em busca do que tem de melhor pelos pagos do Rio Grande. As entradas e pratos principais são fixos e, para começar, a gente provou uma seleção de queijos regionais com mel de Cambará do Sul. O prato mais pedido e grande estrela do menu traz um corte que é paixão dos gaúchos: a Costela do Dianteiro. Assada por 16h, ela se solta no garfo e derrete boca. Tem também as opções sazonais. Itens que estão no auge do sabor, em razão da época do ano e da safra. Provamos a beterraba com laranja, ameixa amarela, marmelo, coalhada de iogurte colonial curado, que acompanha pão de fermentação natural. Aposto que tu nunca provou uma beterraba tão deliciosa. As sobremesas seguem a mesma linha e a nossa indicação é o Merengue ácido, que leva framboesa, morango, baunilha e suspiro. Sobremesa tão deliciosa quanto linda!

Serviço
Restaurante Capincho

Praça Doutor Maurício Cardoso, número 61 - 2, bairro Moinhos de Vento e CEP 90570-010.

Horário de funcionamento

Ter
19:00 – 22:30
Qua
19:00 – 22:30
Qui
19:00 – 22:30
Sex
19:00 – 22:30
Sáb
12:30 – 15:00
19:00 – 22:30

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