Uma joia da cultura gaúcha. É assim que a gente define o Theatro São Pedro. Inaugurado em 1858, quatro anos depois se tornou patrimônio público e, até hoje, a fachada em estilo neoclássico chama a atenção de quem passa pela Praça Marechal Deodoro, no Centro Histórico. Mas o encantamento acontece, mesmo ao cruzar as portas de vidro. As cortinas e o carpete vermelhos, os lustres, os arcos e as colunas fazem parte de uma experiência que remete aos antigos teatros europeus. Sempre exibe uma programação bastante eclética, com espetáculos de música de todos os tipos, dança e teatro — inclusive com opções para o público infantil. Mas, para subir no palco mais charmoso do Rio Grande do Sul, é preciso passar por uma curadoria da Direção Artística da Fundação que administra o local.
Desde 2025, o São Pedro passa por reformas. A reabertura está prevista para 2027.

A experiência do espetáculo
Em comparação com outras importantes casas de espetáculo da cidade, o Theatro São Pedro tem uma proposta mais intimista e enxuta. São 650 lugares divididos entre plateia, camarote e galeria, o que torna a experiência de assistir a um espetáculo lá ainda mais interessante e única. Da plateia, tu fica tri pertinho do palco — e, muitas vezes, os artistas surgem do teu lado. Com uma acústica perfeita e o conforto ideal nas cadeiras de veludo, é simplesmente um dos programas culturais mais legais da cidade. A gente já mencionou os lustres, né? Mas é impossível não mencionar a luminária principal: 30 mil cristais, 96 lâmpadas, 600 quilos, quatro metros de comprimento e uma beleza impactante!

Multipalco Eva Sopher
Enquanto o Theatro não reabre as portas, aproveite a programação do Multipalco Eva Sopher, complexo cultural construído em terreno anexo ao prédio centenário que abriga o Teatro Simões Lopes Neto, o Teatro Oficina Olga Reverbel, a Concha Acústica, a Praça Multipalco, Sala da Música, a Sala da Dança e a Sala do Circo. Se no prédio principal o conceito é mais intimista, somado ao Multipalco, o local se torna um dos maiores complexos culturais da América Latina, com mais de 25 mil m² . O edifício tem cinco andares subterrâneos destinados ao atendimento de demandas culturais e educacionais, como oficinas, workshops, aulas de música
Eva Sopher esteve à frente da mais consagrada casa de espetáculos gaúcha por 43 anos, até o dia de sua morte, aos 94 anos, e foi uma das idealizadoras do Multipalco. Ela brincava que, quando morresse, viraria um “fantasma do São Pedro”. No hall de entrada do Theatro, antes de acessar a área do palco, tu vai te deparar com um totem de uma simpática senhora. É ela mesma! Dona Eva, que, se for um fantasma, é um dos que guardam e cuidam da nossa joia gaúcha.





