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O AVESSO DA PELE

07 a 09 de agosto de 2026

Entradas / Ingressos

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Organizado por Ministério da Cultura, Associação Amigos do Theatro São Pedro e Shell

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Atualizado em 26/06/2026

Sobre o evento

Ministério da Cultura, Associação Amigos do Theatro São Pedro e Shell apresentam: Plano Bianual Theatro São Pedro


Estreado em março/2023 no Sesc Avenida Paulista, o espetáculo inédito O Avesso da Pele, é uma adaptação do livro de Jeferson Tenório, vencedor do Prêmio Jabuti em 2021, na categoria “Romance Literário”. A peça é idealizada pelo Coletivo Ocutá, com direção de Beatriz Barros e elenco composto por Alexandre Ammano, Bruno Rocha, Marcos Oli e Vitor Britto. O Avesso da Pele se passa em Porto Alegre, na década de oitenta e conta a história de Pedro, filho de um professor de literatura assassinado em uma desastrosa abordagem policial. Após este episódio, ele inicia uma investigação acerca de suas origens, o passado da sua família e a trajetória de seu pai, Henrique.

Construindo assim, uma jornada que elucida, não só questões de paternidade preta em um país marcado pelo racismo, mas também os caminhos que levam ao afeto e à redenção. Com uma escrita potente e corajosa, em “O Avesso da Pele”, Jeferson Tenório marca seu lugar na literatura brasileira contemporânea, como um dos autores mais relevantes da atualidade. “O Avesso da Pele não é um livro sobre o racismo e também não é um livro sobre a violência policial. Ele é antes de tudo uma reivindicação afetiva, que vai restituir a subjetividade perdida ou retirada em função do racismo e da violência. A questão central do livro é discutir as coisas que se perdem quando o Estado e a polícia agem dessa forma.” Jeferson Tenório, em entrevista ao Jornal Nexo. Em 2020, os atores Vitor Britto, Marcos Oli, Bruno Rocha e Alexandre Ammano entraram em contato com o livro e convidaram a socióloga, atriz e diretora Beatriz Barros para dirigir a montagem e trazer um olhar feminino que fosse atento à cena teatral atual e às questões socioantropológicas que atravessam essa narrativa, com embasamento teórico.

O elenco, composto por quatro atores negros com menos de 30 anos, se reconheceu na trama, como representantes de uma série de experiências ali descritas. Isso os aproximou da obra e do autor, Jeferson Tenório, que desde o início deu o aval para a montagem. Em cena, os quatro atores se alternam entre os personagens, em um movimento em que todos serão pai e filho em algum momento. O cenário é o apartamento de Henrique, no qual Pedro, após o assassinato, observa os objetos ali presentes e os utiliza como ponto de partida na recuperação da história de seu pai. O que está em jogo é a vida de um homem abalado psicologicamente pelas inevitáveis fraturas existenciais da sua condição de um homem negro em um país racista.

Ficha Técnica:

Realização: Coletivo Ocutá | Direção: Beatriz Barros | Assistência de direção: Vitor Britto | Elenco: Alexandre Ammano, Bruno Rocha, Marcos Oli e Vitor Britto | Dramaturgia: Beatriz Barros e Vitor Britto | Direção Musical: Felipe Oládélè | Preparação corporal e direção de movimento: Castilho | Preparação vocal: Malú Lomando | Concepção e criação do desenho de luz: Gabriele Souza | Figurino: Naya Violeta | Cenografia: Wanderley Wagner | Operação de luz: Nayka Alexandre | Operação de som: Samuel Gambini | Cenotecnia: Luis Felipe Machado | Direção de produção: Jennifer Souza | Produção: Corpo Rastreado – Jack dos Santos

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