Porto Alegre gosta de se orgulhar da sua cena de inovação — e de vez em quando aparece um projeto que junta tecnologia e cuidado de um jeito que emociona. É o caso do Autigames, uma plataforma gaúcha de jogos digitais pensada pra estimular habilidades sociais e emocionais em crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Quando tu conhecer a proposta, vai entender por que a gente faz questão de contar essa história.
A ideia é simples de explicar e bonita de ver funcionando: por meio de jogos como o “Mapa das Emoções” e o “Laboratório da Calma”, a criança trabalha reconhecimento de emoções, leitura de sinais sociais, empatia e flexibilidade — sempre brincando. Importante deixar claro: o Autigames se apresenta como uma ferramenta complementar, um apoio para famílias, terapeutas, clínicas e escolas, e não substitui o acompanhamento profissional. A plataforma é voltada para crianças de 4 a 12 anos e tem versões diferentes para famílias, profissionais de saúde e educadores.
O que torna a história ainda mais nossa é a origem. O Autigames foi criado por três profissionais de saúde — o psiquiatra Daniel T. Spritzer, a biomédica Mariana V. Teles e a psicóloga Paola Rocco. Segundo a empresa, o projeto tem apoio da UFRGS e passou por pré-incubação ligada ao Hospital de Clínicas de Porto Alegre, além de ter sido finalista do Prêmio Inovação POA 2025. Ou seja: é gente daqui usando a inteligência da cidade pra resolver um problema real, com impacto que já chegou a escolas e instituições do Rio Grande do Sul.
Pra quem quiser conhecer, o aplicativo está disponível na App Store e no Google Play, e dá pra saber mais no site oficial (https://autigames.com.br) e no perfil do Instagram (@autigames). Vale o combinado de sempre: se tu tiver uma criança autista na família ou trabalhar com educação e saúde, converse antes com os profissionais que acompanham a criança pra ver se a ferramenta faz sentido no caso de vocês.
No fim, é esse tipo de iniciativa que mostra uma Porto Alegre que a gente adora destacar: criativa, conectada e com um olhar de acolhimento. Tecnologia que, em vez de afastar, aproxima — e ainda ajuda a construir pontes justamente onde elas fazem mais falta.