A Escola de Teatro Popular da Terreira da Tribo promove o Laboratório Teórico-Prático Teatro, Luta e Memória, com Artur Mattar, de 18 a 22 de julho
De 18 a 22 de julho, das 14h30 às 18h30, estará acontecendo na sede da Terreira da Tribo o Laboratório Teórico-Prático Teatro, Luta e Memória, conduzido por Artur Mattar, professor de teatro e pesquisador, doutorando em Artes Cênicas pela ECA-USP, mestre em Pedagogia do Teatro pela ECA-USP e bacharel em Artes Cênicas pela UNICAMP (2015). Gratuito e aberto aos interessados com inscrições através de carta de intenção, o laboratório é uma iniciativa da Escola de Teatro Popular da Terreira da Tribo, que vem formando atores, de forma inclusiva e abrangente, há décadas. As inscrições para essa oficina podem ser feitas pelo e-mail: escola.terreira@gmail.com.
Esta atividade conduzida por Artur Mattar integra o projeto Ecos das Fábricas – Laboratórios de Formação, Pesquisa e Criação dos Atuadores, que tem como cerne a pesquisa e a criação de experimentos cênicos, abordando a história do movimento operário e libertário ocorrido no início do século 20 na região onde hoje se localiza a Terreira da Tribo, no 4º Distrito de Porto Alegre. Através de laboratórios teóricos e práticos, a pesquisa irá se debruçar sobre os lugares de memória do movimento operário nos bairros Floresta e São Geraldo, destacando episódios como o Congresso Operário de 1925, na rua do Parque.
Os experimentos cênicos resultantes deste processo irão propor um percurso cênico por espaços históricos da região, com o público ocupando papel participativo nas apresentações, em consonância com a linguagem de vivência desenvolvida pelo grupo: uma experiência partilhada entre atuadores e espectadores em torno das inquietações do espírito do tempo. O projeto dá ênfase à atuação das mulheres dentro do movimento operário, trazendo à cena figuras como Espertirina Martins, participante da Greve de 1917, conhecida como a “Guerra dos Braços Cruzados”, e Alzira Werkhauser, primeira mulher a presidir uma sessão de congresso operário no RS.
O caráter sócio cultural do trabalho da Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz e da Terreira da Tribo, espaço cultural sede do grupo, reconhecida como Ponto de Cultura, visa democratizar o acesso à cultura e às artes, seja por meio da fruição de atividades culturais, seja por meio da iniciação, formação e qualificação técnica nas artes cênicas. Tem como princípio norteador a noção de Arte Pública, ou seja, acessível a todos e todas, independente de classe, etnia, raça, gênero ou outro marcador social. O Projeto é uma realização da FUNARTE/Ministério da Cultura através de emenda parlamentar da deputada Federal Fernanda Melchionna.
Foto: Alécio Cezar
Laboratório Teórico-Prático Teatro, Luta e Memória – com Artur Mattar
De 18 a 22 de julho, das 14h30 às 18h30
Terreira da Tribo – Av. Pátria, 98 – São Geraldo
Entrada franca / inscrições mediante carta de intenção: escola.terreira@gmail.com
Redes da Tribo:
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